
"Qual a melhor forma
de te alegrar,
Qual o melhor jeito
pra te ver feliz
...
Eu sei que tudo isso
tem uma razão
...
E a minha foi achar você..."
[Myllena]
E como canta o T.M., a cena repete...
Repete na memória de tempo em tempo, de maneira tão intensa, tão viva, tão agora, que eu sinto o gosto das minhas lágrimas na boca.
Um misto de sal ... saudade.
Quando olhei pra você, naquela rede laranja, batendo os pés na parede para obter o impulso a te balançar, senti daqueles instantes de felicidade que enchem o peito de um não sei quê de ternura, que chega a desanuviar a confusão e dores dos dias.
Dentro de mim brotaram pensamentos.
Eu pude passar horas ali, te vendo, sem nenhuma palavra, sem nenhum movimento mais, mesmo com a vida correndo lá fora; até mesmo porque, a pressa que mora aqui dentro, desacelerou.
Para quê pensar nos dias, pensar no tempo?
Tudo estava ao meu alcance.
Eu começava e terminava naquele exato momento, sabe como é?
É, mais ou menos, assim: sem antes, nem depois.
Agora, quando acontece de não saber o que sentir exatamente por você, eu fecho os meus olhos e lembro.
Recordo, recordo, recordo da mão na mão, do colo, do abraço, do cheiro, do olhar perifério...
E esboço um sorriso bobo e me sinto mais boba.
Não me importo; pois acho que bobo é quem não se deixa levar assim.
Não tenho medo: eu me entrego.
E minhas borboletas permancem em festa com as lembranças do seu sorriso, do seu cheiro.





0 Comentários:
Postar um comentário